segunda-feira, 5 de março de 2012

Download da apostila

          Por meio de atividades sistematizadas e de roteiros com base na tecnologia das construções, pretende também ajudá-lo a compreender o funcionamento e fazer o melhor para por em prática o serviço com total qualidade.
          A proposta deste material foi idealizada para você profissional ou estudante na área de Edificações, sintonizado com os últimos lançamentos de técnicas e produtos do mercado que, dinâmico e interessado, deseja, por meio das Tecnologias das Construções, des cobrir, criar, relacionar, pesquisar, transformar, viver intensa e plenamente no mundo do conhecimento.
Nesta apostila se tem a intenção de apresentar informações através de seu conteúdo, podendo ser utilizado como material de pesquisa ou até mesmo na consulta para realizações de trabalhos na área da Construção Civil.
 Com base no conteúdo adquirido, este projeto de conclusão de módulo, aborda todo e total material dado ao decorrer das aulas previsto em questão. Todavia, foi inteiramente desenvolvido com fins bastante especificados, e de total confecção por alunos não formados que seguem a conclusão.

17. Pintura

Faremos uma abordagem sobre a pintura e os cuidados que se devem tomar na hora de escolher o melhor produto e no preparo geral.
Para saber escolher a tinta ideal, para cada situação é preciso, primeiramente, conhecer os tipos existentes no mercado. Pode-se encontrar, basicamente, em qualquer loja de tintas, aquelas à base de PVA, acrílica e as esmaltadas ou a óleo.
A acrílica e PVA são utilizadas para a alvenaria em geral. Serve também para aplicação sobre o concreto. As madeiras, o ferro e o alumínio pedem tintas esmalte e a óleo.
Verifique nos galões 3,6 ou 18 litros, o modo de aplicação correto e as recomendações do fabricante. Algumas tintas são próprias para fachadas, para pisos, azulejos ou econômicas.
Comparar o rendimento e verificar a garantia ajuda na escolha e, conseqüentemente, na durabilidade.
Ao adquirir a tinta, certifique-se de que está em conformidade com os ambientes e seus usos. Utilize, de preferência, os acabamentos foscos, acetinados e semi-brilho que proporcionam resistência, estética e facilidade de limpeza.
O acabamento fosco disfarça as imperfeições nas paredes, mas é mais propenso à sujeira. O acetinado é mais durável e de fácil limpeza. Os acabamentos brilhantes possuem características de durabilidade e, logicamente, mais brilho. Para piso e teto, tons claros ajudam na luminosidade do ambiente. Nas paredes, utilizam-se tons pastes (não muito escuros).
Para as árvores externas, utiliza-se o látex acrílico, que é mais durável ao sol e à umidade. Algumas tintas, hoje em dia, possuem película impermeabilizante que acompanha a movimentação da superfície da alvenaria. São as chamadas elastomíricas, por serem flexíveis.
Para as portas e janelas são recomendados os produtos à base de esmalte sintético. As tintas a óleo são menos resistentes.
Antes de pintar é preciso a aplicação de selador acrílico sobre a argamassa, tanto interna como externamente. Em alguns casos, se a argamassa estiver ainda sem cura, aplicar uma de mão de fundo preparador de paredes. Pisos de cimento requerem lavagem fosfatizante anti-corrosiva, o que ajuda, também na lixação de tinta no piso. Algumas são antiderrapantes.
O melhor período para se realizar a pintura de seu imóvel é quando há menos chuvas e o tempo está bem quente. Evitam-se, assim, interrupções em relação ao clima. Portanto, os meses de Janeiro e Fevereiro são os mais indicados.

16. Assentador de placas cerâmicas

Seja qual for o revestimento que será usado na casa, alguns cuidados devem ser verificados durante o assentamento.
Na hora de assentar os pisos cerâmicos, geralmente, especificados pelo arquiteto para cada tipo de ambiente, contrate um profissional especializado para execução dos serviços. Este profissional irá preparar o local para colocação dos pisos, verificando se existem falhas no contra-piso ou umidades no solo. Em alguns casos, é preciso impermeabilizá-lo com produtos adequados para cada caso, que vai desde misturas para massas até a colocação de mantas asfálticas, geralmente, para áreas descobertas.
Após a limpeza do contra-piso, o responsável pelo assentamento estudará os cortes, prevendo perdas. Aliás, a construção em si deverá estar edificada dentro das medidas especificadas pelo projeto, pois sua boa execução estará diretamente relacionada com a colocação e perfeita paginação dos pisos. Geralmente, utiliza-se argamassa colante, aplicada com desempenadeira denteada. Os espaçadores (peças de plástico que determinam as distâncias entre as peças) facilitam a aplicação dos pisos. Após o assentamento, aguardar três dias para iniciar o rejuntamento. Ao rejuntar, não utilize esponjas de aço.
Infinitas combinações podem ser feitas com pisos cerâmicos, mas atenção! Verifique as especificações quanto à abrasão, absorção de água, atrito, tonalidade e formato das peças. Peça referências do fabricante.
Assentamentos em madeira são mais complexos que a cerâmica ou a pedra (esta em vários tipos e formatos, desde o granito até o mármore, passando pela ardósia, Miracema ou São Tomé). O mercado oferece, hoje, várias opções para revestimento em madeira desde o corpete de madeira, até a madeira maciça. Algumas, inclusive, podem ser adquiridas já com sinteco. Os tacos são fornecidos em vários tamanhos e tipos de madeira.
Seja qual for a madeira escolhida, verifique o contra-piso. Nele, em caso de tábua corrida, prevê os barrotes para chumbamento das peças maciças. Os tacos, atualmente, são colocados com cola própria, eliminando os pregos. Os desenhos também são variados. A tábua corrida pode ser assentada reta, sendo o sentido das paredes ou em diagonal. Pode ser mesclados com filetes de pedra. No taqueamento, o desenho mais comum é o tipo “espinha de peixe”. Não esqueça dos rodapés. Use parafusos de preferência.
Impermeabilizar floreiras, lajes de cobertura e pisos são fundamentais para evitar aborrecimentos. Peça ao profissional que especifique o melhor produto a ser aplicado.

15. Hidráulica

Como não poderia deixar de ser, a hidráulica é também uma das etapas mais importantes de uma obra. É claro que a planta hidráulica, previamente confeccionada, deve estar em poder dos profissionais que irão executar os serviços. O projeto hidráulico prevê situações que podem acarretar pequenos ou graves problemas, tais como vazamentos e mau cheiro, advindo de ralos. Outro problema refere-se ao erro no dimensionamento da quantidade necessária de água na caixa d’água para abastecimento dos moradores e a falta de pressão nas torneiras, seja por má colocação da caixa ou altura mínima.
Deve-se prever, também, nas instalações hidráulicas, a coleta e saída do esgoto doméstico, além das águas pluviais, importante fator de dor de cabeça em épocas de chuva. Não se pode esquecer de dimensionar bem os ralos e os canos que leva a água, seja ela pluvial ou não para a rede pública.
Nesta fase, também, instalam-se as torneiras e os canos, já definidos no projeto, além dos canos de cobre para aquecedores e água quente.
É bom salientar que, com o projeto, o profissional que irá executar os serviços terá as dimensões para marcar o tamanho dos furos na alvenaria, pisos e laje. Este projeto, aliás, deverá ser guardado juntamente com os outros complementares, visando uma futura manutenção. Com ele pode-se saber exatamente, onde está cada ramal e cada ponto, sem o risco de quebrar o local errado ou, até mesmo, de acertar um cano. É vazamento na certa.
Abuse dos registros, eles são importantes nesta fase de manutenção e reparos. Adquira, se possível, caixas de passagem e gorduras pré-fabricadas, pois elas oferecem maior confiabilidade. As executadas na obra costumam trincar, ocasionando infiltrações desnecessárias no solo. Verifique a pressão da rua e a localização do hidrômetro, para que esteja em local de fácil leitura.
Ao instalar os equipamentos de banho, verifique os espaços para colocação da banheira e da bomba. Prefira, também, as que vêm prontas. Armários e bancadas devem ser definidos também nesta fase, pois estão diretamente ligados às instalações de torneiras e acessórios.

14. Telhado

O telhado, rigorosamente, é apenas uma categoria de cobertura, em geral caracterizado por possuir um ou mais planos inclinados em relação à linha horizontal(diferente, por exemplo, das lajes planas ou das cúpulas). A cada um destes planos inclinados, dá-se o nome de água.
A função principal do telhado é a mesma que a de qualquer outra cobertura: proteger o espaço interno do edifício das intempéries do ambiente exterior (como a neve, a chuva, o vento, entre outros), também concedendo aos usuários aí localizados privacidade e conforto (através de proteção acústica, térmica, etc). Porém, diferente de outros sistemas de cobertura, o telhado também promove a captação e distribuição das águas pluviais.
Principais componentes do telhado

-  Telha
-  Ripas
-  Caibros
-  Tesoura
-   Terça de cumeeira
-   Tirante, tensor ou banzo inferior: Parte inferior da trama do telhado
-  Pema
-   Mão francesa
-  Pontalete
-  Frechal
-   Contrafrechal
-  Pendural
-   Rufo
-  Subcobertura

13. Esquadrias

Após o térmico da Superestrutura, que consiste no levantamento das alvenarias e dos pilares da casa, é preciso pensar na cobertura que foi indicada para ela.
Geralmente, o projeto arquitetônico executivo traz o desenho esquemático do telhado, situando-se seus travamentos e condutores, além do caimento mínimo. A utilização de uma boa mão-de-obra especializada para a confecção e cobertura do telhado é fundamental para a vedação e impermeabilização da casa, pois estes profissionais sabem verificar, com maior presteza, se o caimento do telhado está correto para o tipo de telha a ser utilizado, seja ela romana, francesa, paulista, portuguesa ou plana. Posteriormente, para melhorar a impermeabilidade do telhado é recomendada a aplicação de produtos repelentes de água, geralmente à base de silicone e resistente aos agentes climáticos. Não esquecer de colocar as calhas ou condutores.
A colocação das esquadrias, metálicas ou de madeiras, também é outro ponto fundamental da obra. Hoje, existem esquadrias em PVC, permitindo maior adequação do projeto. Este tipo de material permite a sensação térmica melhor, pois vedam o interior da casa com maior eficiência, mas nada impede que se usem janelas de aço, alumínio, madeira. Um bom colocador pode atender aos detalhes técnicos. Nesta etapa, são colocados os batentes das portas e janelas, dependendo da escolha e das orientações do profissional responsável. Deve-se atender para a espessura dos batentes, deixando sempre uma folga para o reboco interno. Como acontece com as janelas, estes podem ser de variados tipos de materiais.

12. Estruturas

a) Aglomerantes: Os aglomerantes unem os fragmentos de outros materiais. No concreto, em geral se emprega cimento Portland, que por ser um aglomerante hidráulico, reage com a água e endurece com o tempo.
b) Aditivos: Os aditivos são produtos que, adicionados em pequena quantidade aos concretos de cimento Portland, modificam algumas propriedades, no sentido de melhorar esses concretos para determinadas condições.
c) Adições: As adições constituem materiais que, em dosagens adequadas, podem ser incorporados aos concretos ou inseridos nos cimentos ainda na fábrica, o que resulta na diversidade de cimentos comerciais. Com a alteração da composição dos cimentos pela incorporação de adições, é comum eles passarem a ser denominados aglomerantes.
d) Agregados: Os agregados são partículas minerais que aumentam o volume da mistura, reduzindo seu custo, além de contribuir para a estabilidade volumétrica do produto final.
e) Pasta: A pasta resulta das reações químicas do cimento com a água. Quando há água em excesso, denomina-se nata.
f) Argamassa: A argamassa provém da mistura de cimento, água e agregado miúdo, ou seja, pasta com agregado miúdo.
   ARGAMASSA = CIMENTO + ÁGUA + AREIA
g) Concreto simples: O concreto simples é formado por cimento, água, agregado miúdo e agregado graúdo, ou seja, argamassa e agregado graúdo.
CONCRETO SIMPLES = CIMENTO + ÁGUA + AREIA + PEDRA
h) Concreto armado: O concreto armado é a associação do concreto simples com uma armadura, usualmente constituída por barras de aço.
   Os dois materiais devem resistir solidariamente aos esforços solicitantes. Essa solidariedade é garantida pela aderência.
CONCRETO ARMADO= CONCRETO SIMPLES + ARMADURA + ADERÊNCIA
i) Concreto protendido: No concreto armado, a armadura não tem tensões iniciais. Por isso, é denominada armadura frouxa ou armadura passiva. No concreto protendido, pelo menos uma parte da armadura tem tensões previamente aplicadas, denominada armadura de protensão ou armadura ativa.
CONCRETO PROTENDIDO= CONCRETO + ARMADURA ATIVA